A partir de 17 de julho de 2006, serao introduzidas limitacoes temporarias nas importacoes do estado brasileiro Rio Grande do Sul, para a Federacao da Russia, de aves vivas, ovos de incubacao, carnes de aves e todo tipo de producao aviaria, que nao passar pelo tratamento termico, e tambem as racoes para aves. As limitacoes serao introduzidas em consequencia da informacao do Departamento Internacional de Vigilancia Epidemiologica, sobre o registro de surto da doenca New- Castle nesse estado entre aves. RIA Novosti, 14.07.2006. O Servico Federal de Supervisao Veterinaria e Fitosanitaria da Federacao da Russia introduz limitacoes temporarias a partir de 22 de junho, e, ate segunda ordem, nas importacoes do estado brasileiro da Bahia, para a Russia, de cavalos de raca, esportivos, de passeio e de carga, para abate, de embrioes de gado, de carnes de amimais selvagens, de carne bovina, e tambem de leite cru e de produtos derivados de leite, que nao passarem pelo tratamento termico. Segundo diz o boletim do servico de imprensa do Ministerio da Agricultura da Russia, as limitacoes foram introduzidas em consequencia do registro neste estado, da doenca de animais, estomatite vesicular. Prime-TASS, 22.06.2006. A preservacao da proibicao das importacoes para a Russia, de carne bovina de uma serie de estados brasileiros e considerada ilogica, assim com o Brasil tem tomado medidas exaustivas de prevencao contra a ameaca de febre aftosa, que permitem de fato excluir completamente a ameaca desta doenca. Sobre isso declarou o presidente do conselho de empresarios Brasil-Russia Marcos Vinicios Pratini de Morais durante o encontro do Primeiro Ministro da Federacao da Russia, Mirhail Fradkov com grupos de empresarios de Sao Paulo. Ele notou que as exportacoes da carne brasileira para a Russia e considerada a area de maior desenvolvimento dinamico do comercio bilateral. «Nos nao entendemos como e possivel excluir um estado por completo, do fornecimento de carne, em consequencia da ameaca de febre aftosa», – disse Pratini de Morais. Segundo suas palavras, tais estados como o Rio Grande do Sul e Santa Catarina nao devem sofrer por motivo de proibicao de exportacao de carnes por causa de focos da febre aftosa, localizados a 2 mil kilometros deles. «A ameaca de febre aftosa existe, mas existem possibilidades de lutar contra ela», – disse ele. Segundo suas palavras, o Brasil investiu 2 bilhoes de dolares no programa de controle e erradicacao da febre aftosa. Foi implantado no pais um programa em larga escala, de monitoramento de gado e fazem-se analises sistematicas profilaticas, e mesmo assim nao foram registrados mais nenhum caso de febre aftosa em todo o territorio brasileiro. Ele completou dizendo que o Departamento Internacional de Vigilancia Epidemiologica, reconheceu que 80% das cabecas de gado brasileiras, que sao da ordem de 195 milhoes de cabecas, estao livres da febre aftosa e protegidas com vacinas. O Brasil esta desenvolvendo trabelhos com outros paises da America do Sul para a erradicacao completa da febre aftosa em todo o continente sul-americano. Pratini de Moraes observou que os focos de febre aftosa registrados em fazendas proximas as fronteiras brasileiras, ja estao sob controle. Ele completou que recentes casos de vaca louca na Europa e na America do Norte e a disseminacao da febre aftosa na Europa e no oriente, confirmam que o risco zero nao existe. «Nos aqui no Brasil temos realizados esforcos para melhorar as condicoes sanitarias dos nossos pastos oferecendo ao consumidor brasileiro e aos nossos clientes no exterior, uma excelente qualidade sanitaria. Espero que o poder veterinario da Russia, que acabou de reconhecer o estado do Rio Grande do Sul, como estado livre para o fornecimento para a Russia, estenda a sua decisao ao estado de Santa Catarina e aos demais estados exporta dores de carnes, para o vosso pais», – disse Pratini de Moraes. O embargo no fornecimento de carnes suina e bovina, em relacao a 8 estados do Brasil, entraram em vigor em dezembro de 2005. Prime-TASS, 06.04.2006. O Ministerio da Agricultura da Federacao da Russia, a partir de 4 de abril extinguiu a proibicao temporaria para o fornecimento de produtos derivados de carnes, de um estado do Brasil, haviam sido estabelecidas em relacao a 8 estados desse pais. «Estao extintas as restricoes para o estado do Rio Grande do Sul», – foi divulgado no servico de imprensa do Ministerio da Agricultura. A proibicao da importacao para a Russia de produtos de origem animal de oito estados brasileiros entrou em vigor em 13 de dezembro de 2005 «em consequencia do surto que se estourou entre as cabecas de gado, da febre do tipo «O». No estado estao estocados 60 mil toneladas de carnes, prontas para o despacho para a Russia. No ano anterior foram exportados do estado do Rio Grande do Sul 72 mil toneladas de carne suina e bovina ao preco de 150 milhoes de dolares. Desse volume 147 milhoes de dolares correspondem a carne suina, ou seja 71 mil toneladas. O embargo no fornecimento de carne para a Russia entrou em vigor depois de estourar o surto da febre aftosa nos estados vizinhos do Parana e Mato Grasso. Ria Novosti, 5.4.2006. A empresa «Sadia» e uma das empresas lideres na producao de produtos derivados de carne e semimanufaturados e tem intencoes de abrir uma fabrica na Russia com um volume de investimentos de 70 milhoes de dolares, informou o presidente do Conselho Administrativo da companhia, Walter Fontana Filho. Segundo suas palavras, a «Sadia» criara uma empresa conjunta com a empresa russa «Miratorg», que e considerado um dos maiores fornecedores de carnes no atacado, a Russia. Dentro de dois meses serao definidas as parcelas do capital da nova empresa e serao escolhidos os itens da sua producao: salsichas, mortadelas e outros produtos derivados de carne. Na etapa seguinte sera iniciada a producao de congelados e semimanufaturados. A companhia brasileira fornece semimanufaturados a Russia desde o ano de 1998. O lucro liquido da companhia em 2005 foi equivalente a 320 milhoes de dolares, ou seja, 50% a mais do que no ano anterior. O volume total de negocios no ano passado chegou a 4 bilhoes de dolares. A «Miratorg» e o distribuidor exclusivo da «Sadia» na Russia. RIA Novosti, 21.3.2006. Segundo informacoes da revista Live-stock & Meat, a Russia estendeu o embargo nas importacoes das carnes bovina e suina vindas do Brasil por mais 6 estados vizinhos ao Mato Grasso do Sul e Parana onde 3 meses atras foram registrados focos da febre aftosa. Depois que as conversacoes de dezembro entre representantes do servico veterinario brasileiro e russo nao deram resultados, a proibicao foi prorrogada por mais 6 meses. Muitos dos maiores importadores da carne suina brasileira, com excecao da Russia, Argentina, Uruguai e Africa do Sul, nao tomaram medidas restritivas para a importacao dessa carne talvez porque os gados suinos tem menos chances de serem contaminados por essa doenca do que no caso dos gados bovinos. O lado brasileiro cre que o motivo verdadeiro da proibicao resume-se nos esforcos da Russia em pressionar os exportadores brasileiros para conseguir a diminuicao nos precos. Todavia, com a alta desvalorizacao do real em relacao ao dolar no ultimo ano, tal pressao nao tem como produzir os efeitos esperados pelo lado russo porque o lucro dos exportadores, mesmo sem con- tar com esse problema, ja diminuiu demasiadamente. Para o Brasil, a Russia, que consome 2/3 da carne suina brasileira, representa o mercado mais importante desse tipo de carne. Em 2006 o fornecimento de carnes do Brasil para a Russia foi definido em 600 mil toneladas. Agora os produtores do Parana e outros estados para os quais se estendem o embargo, terao que procurar outros consumidores para a carne suina que estava destinada para as exportacoes, dentro do mercado interno, nas condicoes de queda de precos em todos os tipos de carnes.